sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SÃO JOSÉ DE ESPINHARAS:DADOS GEO-ECONÔMICOS

DADOS GEO-ECONÔMICOS
São José de Espinharas, a 353 Km da capital paraibana, município encravado no sertão paraibano, com área de 733 Km², que o coloca entre os dez mais extensos do estado, faz fronteira com Patos, ao sul; Malta e Vista Serrana, a oeste; Paulista e Serra Negra do Norte – RN, ao norte; São João do Sabugi – RN, Ipueira – RN e São Mamede, a leste.Com uma população absoluta de 5.102 habitantes, sendo 3.627(71.09 %) na Zona Rural e 1.475(28.91 %) na Zona Urbana. Quanto ao sexo, é composta de 2.680 homens (52,52 %) e 2.422 mulheres (47.48 %), segundo o Censo 2000 do IBGE. Seu clima é quente e seco, localizado na faixa Tropical Semi-Árida.
A economia de São José de Espinharas, outrora alicerçada na cultura do algodão mocó (arbóreo) que o fez o maior produtor do estado, hoje se apóia na criação de bovinos, caprinos e ovinos, embora se criem suínos e galináceos. Na agricultura destaca-se o milho, feijão macaçá e algodão herbáceo, porém, nos últimos vinte anos, com a decadência do algodão mocó, as culturas irrigadas de melancia, feijão e tomate têm se destacado como boas alternativas agrícolas. Seu comércio oferece pouquíssimas oportunidades de emprego, restringindo-se aos “mercadinhos”, na cidade e às “bodegas”, na Zona Rural, iniciativas de caráter familiar. No entanto, vale ressaltar um fenômeno econômico que não é exclusividade da economia do nosso município e que vem ocorrendo há alguns anos nas pequenas cidades nordestinas: na verdade o que tem movimentado nossa economia é o setor público, através das transferências governamentais como FPM, aposentadorias rurais do INNS, programas sociais do governo federal (Bolsa Escola, Fome Zero, etc), salários dos funcionários públicos municipais, estaduais, etc.

AGRICULTURA


Atualmente em nosso município, a cultura que está em predominância é a melancia, feijão e milho, produzindo anualmente várias toneladas de milho e feijão e aproximadamente e uma grande quantidade de melancia no período de estiagem utilizando o sistema de irrigação, proveniente dos açudes e poços. O milho e o feijão são mais comuns o cultivo no período de inverno entre os meses de março a junho, época em que se aproxima da região o término das precipitações pluviométricas (chuvas). Na época de estiagem que compreende de julho a dezembro o agricultor rural espinharense se dedica às partes geograficamente depressivas (baixas), ou seja, nas várzeas de açudes (vazantes), onde planta durante este período. Também surge na mesa do pequeno agricultor outras culturas provenientes das vazantes, o tomate, a melancia, o milho, o feijão, a batata, o pimentão, melhorando o consumo básico familiar; é a chamada agricultura de subsistência: agricultura em que o produtor não vende o seu produto, sendo o mesmo usado para sua manutenção.

PECUARIA

Este município é responsável por uma grande produção de bovinos; existe em nosso município cerca de 10.000 bovinos que é prioridade importante para o desenvolvimento econômico do município. O rebanho é responsável pela produção de leite que auxilia o proprietário através da comercialização do mesmo para as queijeiras e cooperativas, ajudando assim a manutenção das fazendas.

PESCA

São José de Espinharas possui grandes mananciais, retendo uma quantidade significativa de peixes em suas bacias hidrográficas, proporcionando ao aos pescadores sua manutenção básica familiar e geração de renda com a venda do produto pesqueiro. A cultura da pesca gera renda para os pescadores através da comercialização e venda do produto nos mercados urbanos.

MINERAÇÃO

O município tem uma riqueza escondida no subsolo: Urânio, utilizada na fabricação de explosivos e energia nuclear. Mineral de altíssimo valor estratégico e muito caro, mantido como área de reserva nacional. Existe também no município cal e xilita.

AS TERRAS

Podemos dizer que São José de Espinharas, foi em tempos atrás o município paraibano que mais produziu algodão arbóreo, fornecendo este produto para usinas de beneficiamento, infelizmente nas últimas décadas a o bicudo e a escassez de chuvas resultaram no empobrecimento e no êxodo rural e a cultura de algodão arruinou, fazendo com que os proprietários optassem pela pecuária. Mas os efeitos da seca se perpetuaram mais intensamente ainda, frustrando os sonhos do pequeno agricultor.

MANANCIAIS E BACIAS HIDROGRÁFICAS

O Município de São José de Espinharas, é muito rico em mananciais e reservatórios de água, mais infelizmente nos últimos anos os açudes de maior porte, se encontram praticamente secos. Se não fosse a terrível estiagem que assola o sertão incluindo a nossa terra, teríamos em nosso município água suficiente, porque açudes não faltam, faltam precipitações pluviométricas, cientificamente falando, ou popularmente em nossa língua, chuva em abundância. Temos o rio Espinharas que perenizado seria uma fonte de riqueza imensurável, além de outras fontes hídricas de excelente potencial.

DADOS HISTÓRICOS

Embora desde 1720 já houvesse referências sobre as sesmarias (lotes de terras distribuídas no Período Colonial) localizadas nessa área, sabe-se que o senhor Francisco Xavier era o dono dessas terras. Por volta de 1826, o Barão de Ipiranga, grande fazendeiro piauiense que adquirira o sítio São José do seu antigo dono, mandou para cá o mascate (vendedor ambulante) José Raimundo de Sousa que também comprara àquele algumas léguas desta terra, edificando às margens do rio Espinharas a famosa “Casa Grande” que como nos diz Zé Vieira no seu Hino a São José “deu origem à tua prole”, onde hoje se acha a sede do município.Com a morte do Barão de Ipiranga, o agora Comandante José Raimundo de Sousa comprou seus pertences, casou-se com dona Clemência Sotero de Melo, fixando-se definitivamente aqui.
A filha única do casal contraiu núpcias com o Cavaleiro da Ordem Imperial Portuguesa, o capitão Miguel Sátyro de Sousa, nascendo dessa união Aquiles Sátyro de Sousa, o “Padre Aquiles”, que doou parte de suas terras para edificação da capela e do cemitério.
A seguir, outras sesmarias foram requeridas pelas famílias Nóbrega, Wanderley, Monteiro, Dantas, Pereira e outras que formaram o Distrito de São José, vinculado ao município de Patos. Pela iniciativa de um grupo de religiosos locais, entre estes, Darcylio Wanderley da Nóbrega, Cícero Lúcio de Sousa, Clóvis Sátyro e Godofredo Medeiros, foi construída a Capela de São José, em 1927.
Através da Lei 2.687, de 26 de Dezembro de 1961, proposta pelo deputado estadual José Cavalcante e sancionada pelo governador Pedro Gondim, São José de Espinharas conseguiu sua emancipação política. O senhor Pedro Marinho da Nóbrega foi nomeado prefeito até 30 de Novembro de 1962, quando assumiu o primeiro prefeito eleito Mozart Wanderley da Nóbrega.
Do senhor Pedro Marinho até os dias atuais tivemos os seguintes prefeitos:

1. Pedro Marinho da Nóbrega – 1961-62;
2. Mozart Wanderley da Nóbrega – 1962-66;
3. Werginaud Dantas de Sousa – 1966-69;
4. Antônio Murilo Wanderley da Nóbrega – 1969-73;
5. Werginaud Dantas de Sousa – 1973-77;
6. Antônio Murilo Wanderley da Nóbrega – 1977-83;
7. Francisco Gomes de Sousa – 1983-89;
8. José de Sousa Gomes – 1989-93;
9. Ariano Wanderley da Nóbrega Cabral de Vasconcelos – 1993-97;
10. José de Sousa Gomes – 1997-2001;
11. Renê Trigueiro Caroca – 2001 – 2005;
12. Renê Trigueiro Caroca – 2005-2009;
13.Ricardo Wanderley-2009...

fonte:Redação

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