sexta-feira, 11 de abril de 2014

Paraíba é o segundo estado mais violento do país, segundo ONU

Relatório aponta que estado tem a segunda maior taxa de mortes.Paraíba fica atrás apenas de Alagoas no ranking de homicídios.

A violência na Paraíba registrou um aumento de 150% no período compreendido a partir de 2007 até 2011 com taxa de 44 homicídios para cada 100 mil habitantes, segundo os dados do Relatório Global Sobre Homicídios, divulgado nesta quinta-feira (10), pela Organização das Nações Unidas (ONU). A taxa de homicídios colocou o estado em segundo lugar entre os 26 estados e o Distrito Federal. Dos dez estados com maiores taxas, sete deles estão concentrados no Nordeste.
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Ao se comparar os dados na região Nordeste, a Paraíba aparece também em segundo lugar na taxa de homicídio doloso, atrás apenas de Alagoas que registrou 76,3 para cada 100 mil habitantes. Em comparação, a violência em ascensão na Paraíba com os 150% representa o dobro do índice identificado na Bahia, que chegou a 75 mortes para cada 100 mil habitantes. Ao se comparar com Pernambuco, o estado vizinho teve um decréscimo de 38,1 mortes na mesma proporção de homicídios.

Em todo o mundo, o homicídio doloso foi a causa da morte de quase meio milhão de pessoas. De um total de 437 mil mortes, 36% estão concentrados nas Américas. Em nível global, 95% das pessoas do sexo masculino são os autores dos homicídios e 75% das vítimas também são do mesmo sexo.

O estudo que resultou no Relatório Global sobre Homicídios foi elaborado a partir dos bancos de dados das Estatísticas de Homicídios do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Drimes (UNODC) 2013, compilados de fontes nacionais e internacionais de 219 países e territórios. Os dados que geraram o estudo foram gerados pelo sistemas de justiça criminal ou de saúde pública.

A Secretaria de Segurança e Defesa Social foi procurada pela reportagem para comentar os dados contidos no Relatório Global sobre Homicídios. A assessoria de comunicação informou que o secretário Cláudio Lima estava em reunião e não poderia responder no momento.

G1

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